Túlipa Negra

quarta-feira, 13 de julho de 2011
Debruçada sobre água
à espera de ser erguida
esbofeteada pelo vento
sarada pela vida
perfume sinistro sentido
frio por ventos trazido
neblina afirma ser vista
Túlipa Negra é erguida
Túlipa Negra restaurada
Túlipa não tem espinhos
Túlipa é mal amada
Flor por todos temida
veneno negro e mortal
cuja única coisa que queria
era ser levada para o reino do mal
reino da sua deusa
reino da sua cor
reino onde é admirada
por todo o seu explendor

Prisioneira

Prisioneira da noite
Fugitiva do dia
Demónios carregando
Enquanto anjos desaguam em sua ria
Ria de lágrimas
Ria de sabedoria
Ria imunda de asas
Desfeitas por vasta cavalaria
Um mundo pintado por mãos ternas de outrém
Lágrimas manchando arte pura do além
Sangue derramado por nobre picada de rosa negra
Caindo e deslizando por mão de sua alteza
Este modesto e indignado ser por um destino já traçado.
Tons de turquesa e safira
Desvanecendo-se pelo por do sol
Que trás a sua noite querida
Que por fim o libertou da penumbra escurecida
Depois de um bem muito aguardado
A tristeza da perda
Sem querer partir
Sem a querer deixar
Funde-se agora com ela
Por intermédio de estrelas.

Eu e só EU

terça-feira, 12 de julho de 2011
Visões surgem
Visões desaparecem
Como uma lufada de ar fresco
Ou como demências que acontecem
Eu vejo estas luzes brilhantes
Anunciam mais um mês
Mais tempo de diluvio
Encarcerado nesta decadente cela
Onde noite após noite
Eu deito-me sobre camadas
De uma vida quebrada
Apenas com a tua presença
Vaga em realidade,profunda em mente
Sou consumido pelo escuro
Apenas e apenas só nesta minha pessoa


By: Gabriel Neto

A luz escura (Dark Light)

Ligeiramente os passos ecoam pelo corredor
Como se de formigas sonoras se tratassem .
O piano,á boa maneira de um trovador
Canta a razão da sua existência
Conta que lá em Valência
Tudo é em conta e medida
E conta que o rio da vida
Zurze alegremente como um trem
E os passos, como soldados desconhecidos
Apesar de perdidos
Fizeram a diferença


By: Gabriel Neto

O sol amou, O sol chorou

segunda-feira, 11 de julho de 2011
O Sol amou, O Sol chorou...


Oh, estrela cintilante,
Ilumina-me sempre!
Para escuridão eu nunca ter,
Pesso-te "Nunca fiques ausente"

"Sofro de amores mal amados,
Por ela ja enterrados
Em campos armadilhados,
Minados, fechados, trancados
Antigamente falados e agora para sempre calados"

"Um amor já passado,
Encerrado, terminado
Pirateado, roubado
Por um ladrão chateado, 
Também tivera sido roubado"

"Um amor abandonado,
pasmado, atrasado,
atordoado, estragado, pisado
por um lado incendiado
pelo outro mal tratado"

"Um amor esmurrado,
Pontapeado, esfaqueado
Amor de novo amargurado
Por espadas atravessado
Por catanas trespassado"

"Um amor com uma ferida aberta,
De novo descoberta
Esta dor em mim aperta
Curá-la é a minha meta"

"E posso ter queda para poeta
Rimar como uma seta
Este amor foi uma faceta
Que me fez uma má careta"

By: Carlos Santos (Carlos Guevara)

Tchellinha, voltas a ser minha?

domingo, 10 de julho de 2011
Tchellinha,
depois deste tempo todo sem ti
só queria que voltasses a ser minha.
Ter-te para mim

O nosso amor não se repara com gesso
E quero-te dizer que te amo
E que por ti, virava o mundo do avesso

Tchellinha, Tchellinha...
Voltas a ser minha?

És aquela,
que me faz vibrar.
E depois de tanto tempo
Eu voltei-te a amar.

Tchellinha,
depois deste tempo todo sem ti,
Só queria que voltasses a ser minha
Ter-te para mim.

Os teus "ois",
causam-me arrepios
mas depois...
mas depois!

Tchellinha, Tchellinha...
Voltas a ser minha?

Disseste-me "nunca mais"
E ninguém curará os meus "ais"
"ais" de dor e sofrimento"
por não te ter... "nunca mais"

Tchellinha,

Depois deste tempo todo sem ti,
Só queria que voltasses a ser minha
Ter-te para mim

Volta-me a chamar de "teu fofo"
pois teu fofo quero ser
Quero sentir de novo o conforto
de para mim te voltar a ter.

Tchellinha, Tchellinha...
Voltas a ser minha?




De: Carlos Santos (Carlos Guevara)

Solitário

sexta-feira, 8 de julho de 2011
solitário

 
sem você a vida é o mundo em preto e branco não tem esperanças nenhuma luz
sem você eu não posso ir para a esquerda ou direita, sem me perder de vista 



sem você todas as coisas não está bem ...

:D

O que é a vida?
A vida é amor
O que é amor?
Amor é beijar
O que é beijar?

vem cá que eu mostro-te..!!

Edgar Allan Poe - O Corvo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Edgar Allan Poe - O Corvo

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
            É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
            Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
            É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
            Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
            Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
            «É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
            Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
            Disse-me o corvo, «Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
            Com o nome «Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais».
            Disse o corvo, «Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
            Era este «Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
            Com aquele «Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
            Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
            Disse o corvo, «Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
            Disse o corvo, «Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
            Disse o corvo, «Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
            Libertar-se-á... nunca mais!


Traduzido por: Fernando Pessoa
                                   






sabes o kue é amar??

quarta-feira, 6 de julho de 2011
se tens medo de ir em frente, recua
se tens medo de cair, deita-te
se tens medo de ser assaltado, entrega a carteira ao ladrão
se tens medo de amar é pk já sofreste
mas se o medo de amar não passar com amor é pk nunca soubeste amar

Férias

sexta-feira, 1 de julho de 2011
Diz um grande Olá às tuas férias.
As aulas secantes e os professores chatos já estam para tras das costas. diz-lhes:" Adeusinho e não voltes!"
Agora é olhar para o calor, sentir o mar (apesar de eu n-ao viver perto dele), deitares-te na areia ou na relva da piscina.
Saborear gelados, batidos e tudo de fresco para arrefecer o corpo.
Ah poi é, também é hora de mostrar o corpinho e engatar uns namoricos de Verão.
Boas Férias
 
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